Coluna - Pr. Ismael dos Santos
Banindo a mentira do palácio
Ao assumir o trono de Israel, o rei Davi tomou algumas resoluções, talvez como um desafio para que ele mesmo pudesse cumprir certos princípios éticos. De qualquer forma, na sua lista de proibições no palácio, cintila o desdém pelos amantes da mentira, como registrou no Salmo 101, verso 7:
“Nenhum mentiroso viverá no meu palácio;
nenhum hipócrita ficará na minha presença”
É uma excelente idéia para os nossos governantes; afinal, a cada noticiário, ficamos envergonhados do grau de corrupção que nossas instituições alcançaram.
O dever primário de quem administra o bem público consiste em preservar a verdade, custe o que custar. Um governo edificado no solo da mentira não subsistirá; por isso, em seu manual para os administradores, o monarca de Jerusalém recomenda: “Você deve banir a mentira do palácio”.
Nossas instituições governamentais devem ser continuamente “passadas a limpo”. O país precisa que cidadãos responsáveis apontem o dedo e exijam que se cumpra um código de ética capaz de estabelecer justiça social e absoluta lisura no gerenciamento dos recursos públicos.
Existem muitas formas para se avaliar os governantes; mas, por certo, um bom critério de avaliação é saber com quem eles se associam. Davi foi categórico: “Não quero mentirosos nos corredores do palácio”; isto é, “Não contem com a minha conivência; eu quero distância desse pessoal”. De fato, o homem mentiroso sempre usará de palavras dúbias e de intenções perversas. Como dizia o Presidente Theodore Roosevelt: “Um mentiroso não é melhor que um ladrão, e, por vezes, pode ser até pior”.
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