Pastor Ismael dos Santos
1- Todos nós conhecemos o irmão, mais para quem ainda não o conhece, em
algumas palavras resumo seu testemunho de vida?
Quando nasci, em Blumenau, papai já era pastor evangélico. Cresci
aprendendo com ele a temer ao Senhor e a buscar excelência em tudo
quanto faço. Foi assim que cursei duas faculdades, uma especialização,
um mestrado e um doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina.
2- Como é ser um cristão na Política, é estar como Daniel na Cova dos
Leões? E Existe algum preconceito?
Durante 12 anos fui vereador em Blumenau e, agora, graças aos 25.938
eleitores catarinenses, estou ocupando há um ano uma cadeira na
Assembléia Legislativa. De fato, nem todos os entendem o papel do
cristão na vida pública. Mas, como eu costumo dizer: para que os maus
governem, basta que os bons cruzem os braços.
3- Ano de Eleição, o irmão pretende continuar na política?
Coloquei o meu nome à disposição do partido e dos meus amigos eleitores
para disputar a reeleição a Deputado Estadual. Desta vez as chances são
boas para uma votação que me credencie a quatro anos de mandato como voz
dos catarinenses no Parlamento estadual.
4- Qual o apoio da igreja e do povo evangélico para Irmãos que ingressam
na política em sua opinião?
Olha, eu acho que a igreja deve estar na política não enquanto
instituição, mas por meio de seus membros. Não deve simplesmente se
votar em uma pessoa porque é irmão. É claro que há uma identificação
imediata com a convivência e os ideais de quem caminha conosco numa
mesma comunidade; porém, além de irmão, o candidato tem que estar
preparado para o cargo que pretende ocupar. É preciso ser bem
representado. Cabe aos líderes um trabalho de conscientização política,
levando o povo a estar comprometido com valores e princípios
sintonizados com o Reino de Deus.
5- Com a agenda cheia por causa do trabalho político, sobra tempo para
pregar a palavra de Deus?
Nos últimos 25 anos tenho pregado milhares de mensagens em todo o Brasil
e em outros países, numa média de duas prédicas por semana. Acredito ser
vocacionado para o púlpito e louvo a Deus pela graça que Ele tem me
concedido para compartilhar a Sua Palavra.
6- E sobre as leis que querem permitir a livre expressão sexual, a tal
da PL 122, e tantas outras que querem proibir música nas igrejas e assim
vai, o que o irmão acha a respeito?
A minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro, diz o
provérbio popular. Precisamos estar alertas para que grupos e tendências
culturais não venham roubar que o que temos de mais precioso na
democracia: a liberdade de expressão. Não podemos abrir mão dos
preceitos éticos sustentados nas Escrituras Sagradas. Cabe ao político
cristão fazer respeitar nas diferentes esferas de poder o seu
compromisso com a Verdade eterna de Deus.
7- Falando de cristãos, o que acha do grande número de igrejas querendo
roubar o dinheiro do povo "em nome de Jesus"?
É lamentável. É escandaloso. É repugnante. O meu conselho quando alguém
quer se filiar a uma igreja é o seguinte: além do compromisso com a
Palavra, você sabe como eles administram os recursos financeiros?
Afinal, se não há transparência quanto a contabilidade, também não há
transparência de caráter.
8- Em sua opinião, qual a importância de projetos como o nosso, de dar
oportunidades para irmãos de divulgar seu trabalho, cantores, pregadores?
É sempre positivo a ação de homens e mulheres que, em paralelo ao
serviço da igreja, disponibilizam tempo e recursos para implementar a
ação pessoas vocacionadas no Reino de Deus. Parabéns pelo trabalho que
vocês estão realizando e que particularmente tenho acompanhado.
9- Deixe um recado para os irmãos internautas?
A vida com Deus deve ser expandida para todas as áreas da existência:
caráter, profissão, estudos, relacionamentos. Onde Deus nos colocar, ali
precisamos ser sal e ser luz. É isto que faz a verdadeira diferença.