Entrevista Março/2010

Pastor Ismael dos Santos


1- Todos nós conhecemos o irmão, mais para quem ainda não o conhece, em algumas palavras resumo seu testemunho de vida?
Quando nasci, em Blumenau, papai já era pastor evangélico. Cresci aprendendo com ele a temer ao Senhor e a buscar excelência em tudo quanto faço. Foi assim que cursei duas faculdades, uma especialização, um mestrado e um doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina.

2- Como é ser um cristão na Política, é estar como Daniel na Cova dos Leões? E Existe algum preconceito?
Durante 12 anos fui vereador em Blumenau e, agora, graças aos 25.938 eleitores catarinenses, estou ocupando há um ano uma cadeira na Assembléia Legislativa. De fato, nem todos os entendem o papel do cristão na vida pública. Mas, como eu costumo dizer: para que os maus governem, basta que os bons cruzem os braços.

3- Ano de Eleição, o irmão pretende continuar na política?
Coloquei o meu nome à disposição do partido e dos meus amigos eleitores para disputar a reeleição a Deputado Estadual. Desta vez as chances são boas para uma votação que me credencie a quatro anos de mandato como voz dos catarinenses no Parlamento estadual.

4- Qual o apoio da igreja e do povo evangélico para Irmãos que ingressam na política em sua opinião?
Olha, eu acho que a igreja deve estar na política não enquanto instituição, mas por meio de seus membros. Não deve simplesmente se votar em uma pessoa porque é irmão. É claro que há uma identificação imediata com a convivência e os ideais de quem caminha conosco numa mesma comunidade; porém, além de irmão, o candidato tem que estar preparado para o cargo que pretende ocupar. É preciso ser bem representado. Cabe aos líderes um trabalho de conscientização política, levando o povo a estar comprometido com valores e princípios sintonizados com o Reino de Deus.

5- Com a agenda cheia por causa do trabalho político, sobra tempo para pregar a palavra de Deus?
Nos últimos 25 anos tenho pregado milhares de mensagens em todo o Brasil e em outros países, numa média de duas prédicas por semana. Acredito ser vocacionado para o púlpito e louvo a Deus pela graça que Ele tem me concedido para compartilhar a Sua Palavra.

6- E sobre as leis que querem permitir a livre expressão sexual, a tal da PL 122, e tantas outras que querem proibir música nas igrejas e assim vai, o que o irmão acha a respeito?
A minha liberdade termina quando começa a liberdade do outro, diz o provérbio popular. Precisamos estar alertas para que grupos e tendências culturais não venham roubar que o que temos de mais precioso na democracia: a liberdade de expressão. Não podemos abrir mão dos preceitos éticos sustentados nas Escrituras Sagradas. Cabe ao político cristão fazer respeitar nas diferentes esferas de poder o seu compromisso com a Verdade eterna de Deus.

7- Falando de cristãos, o que acha do grande número de igrejas querendo roubar o dinheiro do povo "em nome de Jesus"?
É lamentável. É escandaloso. É repugnante. O meu conselho quando alguém quer se filiar a uma igreja é o seguinte: além do compromisso com a Palavra, você sabe como eles administram os recursos financeiros? Afinal, se não há transparência quanto a contabilidade, também não há transparência de caráter.

8- Em sua opinião, qual a importância de projetos como o nosso, de dar oportunidades para irmãos de divulgar seu trabalho, cantores, pregadores?
É sempre positivo a ação de homens e mulheres que, em paralelo ao serviço da igreja, disponibilizam tempo e recursos para implementar a ação pessoas vocacionadas no Reino de Deus. Parabéns pelo trabalho que vocês estão realizando e que particularmente tenho acompanhado.

9- Deixe um recado para os irmãos internautas?
A vida com Deus deve ser expandida para todas as áreas da existência: caráter, profissão, estudos, relacionamentos. Onde Deus nos colocar, ali precisamos ser sal e ser luz. É isto que faz a verdadeira diferença.